O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, apresentou uma proposta de delação à Procuradoria Geral da República na qual afirma ter pago aproximadamente R$ 30 milhões ao Instituto Lula. O objetivo seria ajudar a financiar o documentário internacional sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigido por Oliver Stone. Em troca do repasse em dinheiro vivo, o ex-banqueiro buscava obter acesso a fundos de pensão controlados por aliados do governo.
A negociação teria contado com a intermediação do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que segundo os relatos exigiu uma taxa de 10% sobre todas as captações. A PGR recusou dar andamento à delação por falta de provas, visto que os repasses financeiros foram realizados sem registros formais. A revista obteve um áudio atribuído ao ex-banqueiro em que ele menciona que o pagamento referente ao atual presidente ocorreu por fora.
“O filme do Lula eu coloquei acho que até mais, só que o do Lula foi por fora. Do Lula foi errado. Do Flávio [Bolsonaro] não foi porque ele pediu patrocínio”, disse a voz atribuída ao fundador da instituição financeira. Conversas de celular também indicam trocas de mensagens sobre o cineasta entre Vorcaro e o advogado Walfrido Warde no final de outubro de 2022.
A campanha presidencial classificou a publicação como uma peça eleitoral irresponsável e sem comprovação, divulgada a poucas semanas do segundo turno. Em nota oficial, representantes do petista sustentam que a proposta de delação não foi aceita pelas autoridades policiais e que a divulgação serve para tumultuar o pleito. Por sua vez, Paulo Okamotto negou qualquer envolvimento com o banqueiro ou com a captação de recursos para a obra.
“Eu não conheço o senhor Daniel Vorcaro. Nunca estive e tampouco me reuni com ele. Se tivesse pedido uma reunião comigo, eu não teria aceitado, porque a fama dele já era muito ruim”, declarou Okamotto, reforçando que o projeto cinematográfico foi uma iniciativa exclusiva do próprio diretor estadunidense. A defesa de Augusto Lima também repudiou as acusações, classificando o conteúdo como uma narrativa falsa baseada em relatos rejeitados pelas autoridades.
Com informações do Poder360.




