O papa Leão 14, aos 71 anos, foi submetido nesta terça-feira (13 de outubro de 2026) a uma intervenção cirúrgica torácica para a retirada de um tumor no pulmão direito. O procedimento ocorreu no Hospital Policlínico Gemelli, situado em Roma, onde a equipe médica removeu o lobo inferior do órgão por meio de uma lobectomia. A operação foi considerada exitosa pelos médicos responsáveis, que atestaram a ausência de complicações durante todo o processo cirúrgico.

A confirmação da enfermidade ocorreu a partir de análises laboratoriais efetuadas durante o próprio ato operatório. De acordo com o boletim assinado pelos médicos Luigi Carbone e Stefano Margaritora: “O Santo Padre foi submetido, conforme programado, a uma cirurgia torácica. Para assegurar a radicalidade da intervenção, foi removido o lobo inferior do pulmão direito por meio de técnica videoassistida. O exame histológico intraoperatório confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, conforme suspeitado pelos exames pré-operatórios”.

O pontífice deu entrada no centro hospitalar no início da tarde desta terça-feira com o intuito de extirpar a lesão circunscrita. O procedimento médico teve duração de aproximadamente 90 minutos, embora o papa tenha permanecido no bloco cirúrgico por cerca de três horas. Depois da operação, Leão 14 recuperou a consciência sem intercorrências e foi encaminhado ao seu quarto de internação, no 10º andar do edifício, logo após um curto intervalo de monitoramento.

Detalhes clínicos e perspectivas

A equipe responsável pela intervenção foi liderada pelo professor Stefano Margaritora, contando com o apoio direto da professora Elisa Meacci, da médica Maria Teresa Congedo e do médico Leonardo Petracca Caravella. O setor de anestesiologia teve à frente o professor Massimo Antonelli, que trabalhou ao lado dos médicos Giovanni Punzo e Giuseppe Bello. Segundo comunicado da equipe: “O Santo Padre permaneceu na sala de cirurgia por cerca de três horas, enquanto a intervenção teve duração aproximada de 90 minutos. A cirurgia foi bem-sucedida e não houve complicações”.

A detecção da alteração física havia sido divulgada pelo próprio líder da Igreja Católica no domingo anterior (11 de outubro), durante pronunciamento diante de fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano. Naquela ocasião, Leão 14 declarou durante a celebração religiosa que o nódulo foi descoberto em fase muito precoce por meio de avaliações clínicas recentes. O porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni, detalhou que os exames responsáveis pelo achado faziam parte de uma bateria médica de rotina.

O adenocarcinoma pulmonar constitui uma forma de neoplasia maligna que tem início nas células epiteliais, estruturas que respondem pela síntese de substâncias corporais, como o muco. Conforme aponta a American Cancer Society, a enfermidade representa a variedade mais recorrente dentro da classe de tumores pulmonares de não pequenas células. Embora acometa com maior frequência indivíduos fumantes ou que tenham histórico prévio de tabagismo, também se manifesta com constância em pessoas que nunca fizeram uso de cigarro. O quadro também é proporcionalmente mais diagnosticado no público feminino do que no masculino e tende a surgir em faixas etárias menores se comparado a outras modalidades de câncer no sistema respiratório.

As manifestações clínicas mais frequentes dessa patologia abrangem tosse contínua, sensação de falta de ar, incômodo na região torácica e expectoração acompanhada de sangue. Os médicos advertem que o aparecimento desses sinais isolados não significa categoricamente um diagnóstico tumoral, mas representa um alerta de relevância para avaliação médica especializada. As expectativas terapêuticas dependem diretamente das dimensões do nódulo, da localização dele, da eventual disseminação de células atípicas para outros tecidos orgânicos e do estado clínico integral do indivíduo.

A ressecção cirúrgica configura uma das estratégias de primeira linha quando a lesão se encontra restrita e localizada. As estimativas iniciais apontavam para um período de reabilitação hospitalar de aproximadamente uma semana para o pontífice, embora as fases seguintes do processo de recuperação ainda não tenham sido detalhadas oficialmente pelo corpo médico.

Com informações do Poder360.