Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão em flagrante de um homem de 61 anos nesta quinta-feira (22), em Janaúba, no Norte de Minas Gerais. A ação teve como objetivo principal o combate ao armazenamento de material de abuso sexual contra crianças e adolescentes, sendo cumprido um mandado de busca e apreensão no local.
As investigações conduzidas pela corporação revelaram que o suspeito mantinha 560 arquivos com conteúdo ilícito armazenados em contas na internet. O trabalho faz parte de uma estratégia contínua da Polícia Federal para identificar e coibir a prática de crimes cibernéticos que envolvem a exploração sexual de menores de idade.
Contexto das operações regionais
Este caso se soma a outras ações recentes realizadas pela Polícia Federal na região. No início desta semana, uma operação semelhante foi deflagrada em Montes Claros, também com o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Além disso, no dia 15 de outubro, um homem de 26 anos foi preso na cidade de Taiobeiras durante a Operação In nomine Patris, suspeito de armazenar mais de 24 mil imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes entre os anos de 2019 e 2026.
As apurações sobre esse tipo de crime tiveram início em 2023, após o Ministério Público Federal receber uma notícia-crime encaminhada por uma organização não governamental. O documento alertava para a existência de um grupo em um aplicativo de mensagens que era utilizado para o compartilhamento e a comercialização de materiais contendo abuso sexual de menores.
O armazenamento desse tipo de conteúdo é tipificado como crime pelo artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, conforme estabelecido pela Lei nº 8.069/1990. A legislação prevê, para quem for condenado por essa prática, uma pena de reclusão que varia de 1 a 4 anos, além da aplicação de multa.
As autoridades reforçam que as investigações seguem em curso para identificar outros possíveis envolvidos na rede de compartilhamento desses materiais. A Polícia Federal mantém o monitoramento constante de atividades suspeitas no ambiente virtual, visando a proteção de crianças e adolescentes contra qualquer forma de exploração ou abuso.
Com informações do g1 Grande Minas.




